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Dengue: sinais de alarme que exigem atenção imediata
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Dengue: sinais de alarme que exigem atenção imediata

DC

Dra. Camila Resende Lopes

Publicado em 01 de junho de 2026

3 min de leitura

A dengue é uma arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e permanece como um dos principais desafios de saúde pública em regiões tropicais. Embora a maioria dos casos evolua de forma leve, uma parcela dos pacientes pode progredir para formas graves, e o reconhecimento precoce dos sinais de alarme é decisivo para o desfecho.

## A fase crítica

O curso da dengue costuma ser dividido em fase febril, fase crítica e fase de recuperação. O ponto de maior atenção é justamente quando a febre começa a ceder, geralmente entre o terceiro e o sétimo dia. É nesse momento que podem surgir os sinais de alarme, associados ao extravasamento de plasma e ao risco de choque.

## Sinais que exigem atendimento imediato

Devem acender o alerta: dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, sangramento de mucosas, letargia ou irritabilidade, tontura postural e aumento progressivo do hematócrito associado à queda de plaquetas. Diante de qualquer um deles, a avaliação médica não deve ser adiada.

## Hidratação e acompanhamento

Na fase febril, a hidratação oral adequada é a base do cuidado nos casos sem sinais de alarme. É importante evitar anti-inflamatórios não esteroidais e ácido acetilsalicílico, que aumentam o risco de sangramento. O paracetamol é a opção preferencial para controle da febre e da dor.

## Diagnóstico e monitoramento

O diagnóstico combina dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. O hemograma seriado ajuda a acompanhar a evolução, e testes específicos confirmam a infecção. Pacientes com comorbidades, gestantes, crianças pequenas e idosos merecem vigilância redobrada.

## Prevenção como prioridade

O controle do vetor segue sendo a medida mais eficaz de prevenção. Eliminar criadouros, manter reservatórios de água tampados e apoiar ações comunitárias reduzem a circulação do vírus. Estratégias de imunização vêm ampliando o arsenal preventivo em diferentes faixas etárias.

Orientar a população a procurar atendimento ao primeiro sinal de alarme é uma das mensagens mais importantes em períodos de surto. A telemedicina pode ajudar na triagem inicial e no acompanhamento, encaminhando rapidamente os casos que exigem avaliação presencial.

## Prevenção como melhor estratégia

Boa parte das complicações associadas às doenças infecciosas pode ser evitada com medidas preventivas simples, consistentes e ao alcance da população. Higiene das mãos, cuidado com alimentos e água, uso de proteção quando indicado e a vacinação em dia formam uma base sólida de proteção. Essas ações beneficiam não apenas quem as adota, mas também as pessoas ao redor, reduzindo a circulação de agentes infecciosos na comunidade. Investir em prevenção é quase sempre mais eficaz e menos custoso do que tratar doenças já instaladas. A cultura de prevenção, somada à informação de qualidade, fortalece a saúde individual e coletiva e ajuda a evitar surtos e sobrecarga dos serviços.

## O valor do acompanhamento contínuo

Mais do que resolver um episódio isolado, o cuidado em saúde ganha força quando é contínuo. O acompanhamento ao longo do tempo permite prevenir recorrências, ajustar condutas conforme a evolução e personalizar as orientações à realidade de cada pessoa. O vínculo com a equipe de saúde cria confiança e facilita que dúvidas sejam esclarecidas antes que se tornem problemas maiores. Nesse contexto, a telemedicina amplia o acesso, encurta distâncias e agiliza a triagem e o encaminhamento, sem substituir a avaliação presencial quando ela é indispensável. A combinação de tecnologia, informação confiável e relação próxima com os profissionais transforma a experiência do paciente e melhora os desfechos.

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