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Inteligência Artificial no diagnóstico: CFM regula uso na prática médica
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Inteligência Artificial no diagnóstico: CFM regula uso na prática médica

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Dra. Lara Santos Pereira

Publicado em 31 de maio de 2026

2 min de leitura

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou em maio de 2026 uma resolução histórica que regulamenta o uso de inteligência artificial como ferramenta auxiliar no diagnóstico médico. A medida surge após três anos de debates e estabelece parâmetros claros para a implementação dessas tecnologias em hospitais, clínicas e consultórios brasileiros.

Segundo a nova normativa, sistemas de IA podem ser utilizados como ferramentas de apoio diagnóstico, mas a decisão final deve sempre permanecer com o médico responsável. A resolução estabelece que profissionais que utilizarem essas tecnologias devem passar por capacitação específica e documentar adequadamente o uso das ferramentas nos prontuários eletrônicos.

As especialidades mais impactadas incluem radiologia, onde algoritmos já demonstram acurácia superior a 90% na detecção de nódulos pulmonares e lesões mamárias, patologia digital, com sistemas capazes de identificar padrões celulares complexos, e dermatologia, área em que a IA tem auxiliado na triagem de lesões suspeitas de malignidade.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) também atualizou seus critérios de registro para softwares médicos com componentes de IA, exigindo estudos de validação em população brasileira antes da comercialização. A medida visa garantir que os algoritmos funcionem adequadamente considerando a diversidade étnica e epidemiológica do país.

Especialistas em ética médica destacam que a regulamentação chega em momento oportuno, considerando que mais de 200 hospitais brasileiros já utilizam alguma forma de IA diagnóstica, muitas vezes sem protocolos padronizados. A Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) manifesta apoio à iniciativa e oferece cursos de capacitação para profissionais.

Para os pacientes, a mudança significa diagnósticos potencialmente mais rápidos e precisos, especialmente em regiões com carência de especialistas. Entretanto, o CFM reforça que a relação médico-paciente permanece insubstituível e que nenhuma tecnologia dispensa a avaliação clínica humanizada.

Médicos interessados em implementar IA em suas práticas devem consultar as diretrizes completas no portal do CFM e verificar se os sistemas escolhidos possuem registro na ANVISA. A adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também é obrigatória, garantindo sigilo e segurança das informações dos pacientes.

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