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Novas diretrizes para rastreamento de câncer colorretal no Brasil
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Novas diretrizes para rastreamento de câncer colorretal no Brasil

DP

Dra. Patricia Oliveira Borges

Publicado em 28 de maio de 2026

2 min de leitura

O Ministério da Saúde, em conjunto com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, publicou em maio de 2026 novas diretrizes para o rastreamento de câncer colorretal no Sistema Único de Saúde. A principal mudança é a redução da idade inicial para início do rastreamento, que passa de 50 para 45 anos em indivíduos com risco padrão.

A decisão brasileira acompanha tendência internacional observada nos Estados Unidos e Europa, onde estudos demonstraram aumento significativo na incidência de câncer colorretal em adultos jovens nas últimas duas décadas. Dados do INCA indicam que, entre 2020 e 2025, houve crescimento de 23% nos casos diagnosticados em brasileiros entre 40 e 49 anos.

Segundo as novas diretrizes, o rastreamento deve ser realizado preferencialmente por colonoscopia a cada 10 anos ou, alternativamente, por pesquisa de sangue oculto nas fezes anualmente. Para pacientes com histórico familiar de câncer colorretal ou síndromes hereditárias, o rastreamento deve iniciar ainda mais cedo, conforme avaliação individualizada.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) manifestou apoio à medida, destacando que a detecção precoce pode aumentar as taxas de cura para até 90% quando identificado em estágios iniciais. A entidade ressalta, porém, a necessidade de investimentos em infraestrutura para atender à demanda ampliada, especialmente em serviços de endoscopia.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou que operadoras de planos de saúde devem cobrir os exames de rastreamento seguindo as novas idades estabelecidas, sem necessidade de autorização prévia. A medida entra em vigor em 60 dias.

Especialistas enfatizam que, além do rastreamento, a prevenção passa por mudanças no estilo de vida. Dieta rica em fibras, redução do consumo de carnes processadas, manutenção de peso saudável, atividade física regular e cessação do tabagismo são medidas fundamentais para reduzir o risco de desenvolvimento da doença.

O Ministério da Saúde prevê capacitar 5.000 profissionais em todo o país até o final de 2026 para atender à demanda ampliada. A pasta também anunciou investimento de R$ 320 milhões para aquisição de equipamentos de colonoscopia e ampliação da rede de atendimento, priorizando regiões com menor cobertura diagnóstica.

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