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Telemedicina obrigatória em prontuários eletrônicos até dezembro
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Telemedicina obrigatória em prontuários eletrônicos até dezembro

DY

Dra. Yasmin Correia Rocha

Publicado em 27 de maio de 2026

2 min de leitura

O Conselho Federal de Medicina estabeleceu prazo final para dezembro de 2026 para adequação completa de plataformas de telemedicina aos padrões de certificação digital ICP-Brasil e conformidade integral com a Lei Geral de Proteção de Dados. A medida visa uniformizar a qualidade e segurança dos atendimentos remotos, que cresceram 340% no Brasil desde a pandemia.

A resolução CFM nº 2.314/2026 determina que toda plataforma de telemedicina deve garantir assinatura digital certificada para prescrições, atestados e documentos médicos, além de criptografia ponta-a-ponta nas comunicações. Prontuários eletrônicos gerados em teleconsultas devem ter o mesmo valor legal que atendimentos presenciais, com rastreabilidade completa e armazenamento seguro por no mínimo 20 anos.

Especialistas em direito médico destacam que a medida protege tanto profissionais quanto pacientes. A certificação digital ICP-Brasil impede contestações sobre autenticidade de documentos e estabelece responsabilidade clara em casos de litígio. Para médicos, isso significa segurança jurídica equivalente ao atendimento presencial; para pacientes, garantia de que seus dados sensíveis estão protegidos conforme os mais altos padrões internacionais.

A Sociedade Brasileira de Informática em Saúde orienta que clínicas e consultórios verifiquem certificação de seus sistemas antes do prazo final. Plataformas não conformes estarão sujeitas a penalidades que incluem multas e suspensão de funcionamento. Mais de 15 mil médicos brasileiros já operam exclusivamente ou majoritariamente via telemedicina, tornando a adequação urgente.

A LGPD impõe requisitos adicionais rigorosos para dados de saúde, considerados sensíveis pela legislação. Plataformas devem implementar controles de acesso baseados em perfil, logs de auditoria, política clara de consentimento e procedimentos documentados para notificação de vazamentos. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados intensificou fiscalizações no setor de saúde em 2026, aplicando multas significativas a instituições não conformes.

Médicos que realizam teleconsultas devem também atentar para requisitos específicos: ambiente adequado que preserve privacidade e sigilo, identificação inequívoca do paciente antes do atendimento, registro completo da consulta em prontuário e fornecimento de termo de consentimento específico para telemedicina. O CFM disponibiliza modelos e orientações em seu portal oficial para facilitar adequação dos profissionais.

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