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Telemedicina ultrapassa 60% das consultas ambulatoriais no Brasil
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Telemedicina ultrapassa 60% das consultas ambulatoriais no Brasil

DF

Dr. Felipe Ribeiro Rocha

Publicado em 25 de maio de 2026

2 min de leitura

A telemedicina ultrapassou a marca de 60% das consultas ambulatoriais realizadas no Brasil, consolidando-se definitivamente como modalidade assistencial preferencial em diversas especialidades médicas. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina, demonstram transformação irreversível no modelo de prestação de serviços de saúde no país.

O Conselho Federal de Medicina atualizou recentemente a Resolução sobre Telemedicina, estabelecendo critérios ainda mais rigorosos para garantir qualidade e segurança. As novas diretrizes incluem requisitos técnicos para plataformas, protocolos de identificação de pacientes compatíveis com ICP-Brasil, e normas específicas para prescrição digital e armazenamento de dados conforme a LGPD.

Especialidades como psiquiatria, endocrinologia, dermatologia e nutrição lideram a adoção da teleconsulta, com índices superiores a 70% de atendimentos virtuais. A conveniência, redução de custos com deslocamento e maior flexibilidade de horários são apontados como principais fatores para a preferência dos pacientes por essa modalidade.

O Sistema Único de Saúde expandiu significativamente sua infraestrutura de telemedicina, conectando unidades básicas de saúde a especialistas por meio de plataformas seguras. Isso tem permitido reduzir filas de espera e ampliar o acesso a especialidades em regiões remotas, com destaque para estados das regiões Norte e Nordeste.

A segurança dos dados tornou-se prioridade absoluta. As plataformas de telemedicina são obrigadas a utilizar certificação digital ICP-Brasil para garantir autenticidade de médicos e pacientes, além de criptografia de ponta a ponta para todas as comunicações. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados tem fiscalizado rigorosamente o setor.

Médicos relatam maior satisfação com a possibilidade de organizar melhor suas agendas e atender pacientes de diferentes regiões. Entretanto, entidades médicas alertam para a necessidade de preservar a relação médico-paciente e garantir que o exame físico presencial seja realizado quando clinicamente indicado.

Operadoras de planos de saúde foram obrigadas pela ANS a oferecer telemedicina como opção em todas as especialidades, sem custos adicionais aos beneficiários. A medida democratizou o acesso e estimulou investimentos em tecnologia por parte das empresas do setor.

Desafios persistem, incluindo exclusão digital de populações vulneráveis e necessidade de ampliação da banda larga em áreas rurais. O governo federal lançou programa específico para fornecer tablets e acesso à internet subsidiado para famílias de baixa renda, visando garantir equidade no acesso à telemedicina.

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